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1 – O Cotonete Humano

Cara, pode ter certeza que a gente lavou as orelhas direitinho antes de te encontrar. Não precisa tentar arrancar nosso cérebro com a língua.

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2 – Atender o telefone.

– Isso, Adalberto, vem, gostoso, assim…
*ring ring ring ring ring ring ring ring, bananaphone…* – Com licença, é meu celular.
– Tá tudo bem, Adalberto?
– Oi, mãe! Tudo jóia, e com a senhora?
– …Adalberto?
– Comi direitinho sim, mãe. Não, o resfriado passou, acho que era só alergia.
– Para com isso, Adalberto!
– Ah, ela tá aqui do meu lado, espera que eu já te passo.
– SAI DE CIMA DE MIM, ADALBERTO, SEU LOUCO!

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3 – Fazer o padeiro

Fica a dica: peito não foi feito pra sovar.

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4 – Recitar o cântico dos cânticos

– Isso, Adalberto, vem, gostoso, assim…
– Eis que és formosa, ó meu amor; os teus olhos são como os das pombas…
– Tá tudo bem, Adalberto?
– Formosas são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares…
– …Adalberto?
– Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face…
– Para com isso, Adalberto!
– Faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face graciosa…
– SAI DE CIMA DE MIM, ADALBERTO, SEU LOUCO!

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5 – Falar outro nome

– Foi bom pra você?
– Quem é Gerúsia Medeiros de Oliveira Souza, Adalberto?

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6 – Acompanhar o futebol

– Isso, Adalberto, vem, gostoso, assim…
– Colchonete passa para Robertinho… Vem chegando na área adversária.
– Tá tudo bem, Adalberto?
– Robertinho dribla Léo Teixeira e vem correndo em direção ao guarda-metas do Luzilândia!
– …Adalberto?
– A zaga cai em cima de Robertinho. Ele passa novamente para Colchonete que chuta e éééééé…..
– Para com isso, Adalberto!
– TIRO DE META para o tricolor luzilandense!
– TIRA, NÃO METE, ADALBERTO, SEU LOUCO!

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7 – Twittar

Ou fazer liveblogging.

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8 – Reparar nas próprias estrias

– Isso, Adalberto, vem, gostoso, assim…
– Você acha que eu engordei?
– Tá tudo bem, Adalberto?
– Olha bem, ali no espelho do motel. Eu não engordei?
– …Adalberto?
– Esse vermelhinho é estria, né? Caramba, eu tou criando estria?
– Para com isso, Adalberto!
– Aimeudeus, uma celulite! Eu nem sabia que homem podia ter celulite!
– SAI DE CIMA DE MIM, ADALBERTO, SEU LOUCO!

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9 – Perucóptero

Really. Don’t. Just don’t.

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10 – Listas do que uma mulher deve ou não fazer na cama.

– Isso, Adalberto, vem, gostoso, assim…
– Senão, vejamos, calcinha bege? confere…
– Tá tudo bem, Adalberto?
– Uns pelos a mais, confere. Podia gemer mais baixo também, né?
– …Adalberto?
– Deu uma raspadinha com os dentes no boquete, fica insistindo com esse negócio nos mamilos…
– Para com isso, Adalberto!
– Deixa eu te perguntar, esse último orgasmo, você fingiu?
– SAI DE CIMA DE MIM, ADALBERTO, SEU LOUCO!

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O sentido da vida

42

42

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Este é o post de número 42 deste blog, e foi bem de longemente inspirado pela busca da salvação dos amigos Alelex e Ludivon, que acabaram de voltar com a Lan House do Purgatório. Bem vindos de volta, queridíssimos!

Giletagem

A sensatez me diz que, depois do #biscateprideday, eu devia dar um tempo na putaria bloguística antes de retomar o assunto. Mas o contador de hits bombando e o fato de que eu não tenho absolutamente nenhuma noção medo de tocar nesse assunto delicado, nem de ficar me exibindo por aí expor minha vida pessoal em prol da causa, vou voltar a falar da minha sexualidade.

É, tou usando sexo pra conseguir mais hits. Me processem, mas processem primeiro o redtube.

Enfim. Um assunto que vem à tona de vez em quando, e que eu sei que algumas pessoas especulam a meu respeito, é se eu já fiz roçadinho, se ralei coco, se já fiz sabão, colei velcro, se botei aranha pra brigar, enfim, se eu já cortei pro outro lado.

razor_blade

É, já.

Mas um negócio que é interessante na diversidade sexual humana é que podem não existir ex-veados, mas a ex-lésbica existe. Não que eu tenha ido longe o suficiente pra clamar pra mim o rótulo de ex-lésbica, mas depois de alguma experimentação, quase todo o meu desejo por mulheres desapareceu. E não foi nem por não gostar da coisa-em-si, por que olha… eu curtia, viu? O problema, o grande problema mesmo, e as amigas leitoras vão desculpar… é que eu descobri que mulher é um pé no saco. Os silêncios, o ciúme, o por-que-você-não-ligou, o você-sabe-o-que-fez-de-errado-e-eu-não-vou-falar, o você-acha-que-eu-tô-gorda, os hormônios em fúria. Tenho paciência não, sorry. Homem é um bicho tão mais simples, tão sim e não, sem tons de cinza. Minha vida já é complicada o suficiente, não preciso de mais neuroses fora as minhas, obrigada.
Por isso, minhas amigas, eu lamento, mas as piscadinhas safadas, a lambidinha estratégica nos lábios e as DMs soltando fumaça de tão quentes foram todas inúteis. Eu honestamente agradeço a atenção e em alguns casos quase tive uma recaída, mas até segunda ordem, nesse mato não entra mais coelha.

Agora, vou contar. Tem uns tipos aí que podem questionar a minha sexualidade lá em casa a hora que quiserem. O primeiro deles é o tipo Annie Lennox.

Annie-Lennox

polaquinhas magrelas tipo bofinho me derretem toda por dentro

E o segundo é o tipo Dita von Teese

dita_von_teese

mulherões retrô malvadas podem comer meu coração. e o que mais elas quiserem.

Portanto, amiga, se você faz algum desses tipos, fique à vontade pra deixar o contato aí nos comentários, eu super aceito um café 😉

É isso. Você esperava o que, relatos eróticos desinibidos de sexo gay homossexual entre mulheres lésbicas que gostam de garotas? </googlebait> Lamento, não trabalhamos. Pra isso eu recomendo… putz, recomendo nada por que não conheço nenhum blog ou site minimamente interessante de putaria escrita. Alguém indica algum, aliás? Postem aí nos comentários.

Lamento ter que postar mais uma nota sem nenhuma graça neste que é um blog de humor, mas é necessário.

Estou na internet há 13 anos. E desde que estou na internet, eu me exponho. Falo da minha vida pessoal, posto fotos, vou talvez bem além do que a maioria das pessoas se sentiria confortável. Por que eu faço isso? Acreditem se quiser, mas é por que eu sou introvertida.
Não, sério.
A coisa agora está mais amena, já foi bem pior, mas eu ainda tenho uma dificuldade colossal pra conhecer novas pessoas. Me apresentar, puxar conversa, encontrar afinidade e panz. Mas tenho essa necessidade de socializar, e adoro, mesmo, conhecer gente nova, descobrir coisas em comum, enfim. Descobri que o jeito mais fácil de fazer isso, pra mim, era me expor na internet e deixar que as pessoas que se descobrissem parecidas chegassem.
O gozado é que eu fazia isso inconscientemente até bem pouco tempo atrás, e se algum amigo preocupado perguntava por que, afinal, eu me expunha tanto, não saberia responder. Comportamento histriônico? Meu id fugiu da coleira? Falta de senso de noção? Whateva. Isso foi até ler um texto no blog do Alex Castro, em que ele dizia “Eu me exponho porque esse é o melhor jeito de conhecer quem está à minha volta”. Bingo.

Nessas, eu ouvi muita merda, é claro. Mas ouvi muita coisa legal, também. E conheci tanta gente bacana que não dá nem pra contabilizar. A parte positiva superou em um milhão de vezes a negativa, pelo menos. Citando novamente aquele texto, “vale a pena afastar mil bois para atrair uma única leoa”. Mil bois, duas mil vacas e quantrocentas galinhas for preciso.

Enfim. Eu sou uma pessoa prolixa, vocês sabem. Essa introdução toda foi pra falar da repercussão do #biscateprideday.
Pois então. Essa sexta passada, no twitter, eu não só falei muita putaria como postei umas fotos bem desinibidas. Por que, né? Pessoas adultas e saudáveis fazem sexo, pessoas solteiras fazem sexo com mais de uma pessoa num determinado período de tempo sem necessariamente serem promíscuas, por que é que a gente se segura tanto pra falar sobre isso? Foi um dia pra se soltar, tudo na brinks, pelo espírito da diversão. Mas, convenhamos, qualquer um que esteja na internet há mais de dois dias sabe que, grosso modo, geral não sabe brincar. E considerando que o negócio viralizou de uma maneira que eu jamais previria, tivemos não só uma quantidade incrível de putaria bacana e saudável, como também uma quantidade considerável de trollagem e falta de noção.
Claro que a gente já esperava. Não me mostrei na inocência, achando que só viriam elogios – na verdade, com todos esses anos nessa indústria viral, eu honestamente esperava uma reação até pior. O risco foi calculadíssimo.

Enfim. Os trolls foram e serão bloqueados e deletados sem nenhum pudor, e não me venham falar em “democracia” – meu blog, meu twitter, meus peitos, minha genitália, minhas regras. Agora, a falta de noção talvez mereça algum cuidado.
Eu tenho um pouco dessa vibe pollyanna de acreditar que as pessoas – a maioria delas, pelo menos – não faz as coisas por mal. E, conhecendo os homens um pouquinho só melhor que a mulher mediana – já disse, fui criada entre eles, irmãos, primos, quase que só amigos homens – eu sei que em boa parte do tempo eles não acham mesmo que estão ofendendo. Eles simplesmente não têm noção. Alguns permanecem sem noção até o fim da vida, mas como uns poucos aprendem, esse blog vem cumprir seu papel educativo e dar a dica:

“Você é linda”, e outras variações gentis e/ou bem humoradas, é bacana de ouvir.
“Mas que peitão gostoso”, ou qualquer outra coisa que poderia se ter saído de um canteiro de obras, não.

A reincidência será punida com block. Insistência ainda maior no erro, exempli gratia, reclamando pra quem quiser ouvir do meu block, será punida de acordo, com penas variando de vergonha pública na internet ao nariz quebrado na vida real.

E tenho dito.

Os amigos decerto perceberam que essa semana foi corrida pra mim. Pouquíssimas atualizações, e, IMO, nenhuma particularmente inspirada. Pior ainda ter sido a semana mais movimentada na história do blog até agora, e eu sem nem um cafezinho pra oferecer aos leitores. Eu lamento, meus queridos, mesmo. Demandas da vida.
Pois eis que agora me pego às sete e poca de domingo, acordada, e quem tem o que fazer numa manhã de domingo, afinal? Bora atualizar, beleza. Eu só não contava com um problema: quem consegue ser engraçado numa manhã de domingo, afinal?

Estou numa sinuca.

Eu anoto num caderninho idéias para futuros posts, e bem poderia consultar essa minha lista de possíveis pautas. Mas parece que 99% dela é sobre sexo, e francamente, quem consegue falar de sexo a uma hora dessas da manhã de domingo?
Eu poderia falar dos acontecimentos recentes no mundo. Mas veja bem, Garota da Uniban já foi explorado à exaustão neste blog, não gosto de futebol pra falar do campeonato, e todas as piadas sobre o apagão e o rodoanel já foram feitas.
Poderia contar algum causo engraçado aqui da Moreiróvia ou do trabalho, mas a coisa mais “engraçada” que me aconteceu esta semana foi me ter caído um código civil de cinco quilos no dedão do pé esquerdo. Dura lex, sed lex.

Ou eu poderia postar uma foto de gatinhos.

cat

Biscate Pride

EDIT: negada, achei por bem tirar o vídeo do ar, e nem foi (só) por causa da trolagem – afinal de contas, a gente dá a cara pra bater, e às vezes nego bate, ainda mais quando pode sair correndo e ficar anônimo. é que uma amiga deu o toque de que a geisy arruda pode considerar ofensivo ver seu nome associado aos termos que eu usei.
geisy, amiga, se você está lendo isso, eu juro por tudo o que há de mais sagrado que não foi por mal. não uso esses termos pra ofender, tanto que estou aqui, me associando com eles. me retrato publicamente por antecipação.

beijos.

flourish

Essa sexta-feira, 13 de novembro, o twitter vai piriguetar! É o #biscateprideday. Como eu tava sem tempo pra escrever, botei no ar um vídeo com a convocatória, vejam aí:

E por que “biscate”? Por que não alguma coisa, digamos, mais suave, como #libertinagemday? Por que se a gente toma posse da palavra, ela perde o poder de ofender. E é mesmo preciso coragem pra afirmar a própria sexualidade nesse mundo misógino – já falei bastante sobre isso aqui.
É isso, gente. Quero todo mundo essa sexta-feira, despindo a camisa por um mundo mais sexy. Até lá!

Nada não. Só queria pegar uns otários no google. Foi malz aí.

Já que você está aqui mesmo, por que não dá uma olhada no resto do blog? A maior parte das piadas não é tão de mau gosto quanto esta.